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Apresentação
O Brasil é um país com uma vasta extensão territorial e assim abarca múltiplos costumes, povos, ritmos, tradições em uma só nação. A riqueza cultural que hoje vemos efervescer do Brasil se deve a miscigenação da formação do seu povo, e é de suma importância conhecer e divulgar esse patrimônio artistico para nos encontrarmos e nos valorizarmos enquanto brasileiros.
Objetivo
Esta oficina tem como objetivo musicalizar os participantes através de ritmos brasileiros, valendo-se de sua força e poder contagiante. Através de jogos e dinâmicas proponho uma nova experimentação do ritmo, de melodias e de pulso, tornando a música mais orgânica e natural para então começarmos a tocar e experimentar ritmos e cantigas das brincadeiras populares brasileiras. Os folguedos trabalhados são coco de roda, cacuriá, tambor de crioula, jongo, ciranda, maculelê, samba de roda, afoxé e Maracatu de Baque Virado.
Através destas aulas proponho ainda a criação de um grupo de Marcatu de Baque Virado, com os alunos da oficina sob minha regência.
Maracatu de Baque Virado
O Maracatus de Baque Virado ou Maracatu Nação, nasceu da tradição do Rei do Congo, implantada no Brasil pelos portugueses. O registro mais antigo sobre Maracatu data de 1711, em Olinda, e fala de uma instituição criada pelos negros para homenagear a coroação de seu rei. Do Maracatu Nação participam de 30 a 50 personagens. Entre eles estão o Porta-Estandarte e as Damas do Paço, que carregam as Calungas, bonecas de origem religiosa. Depois das Damas do Paço segue a corte, que abre alas para o Rei e a Rainha. A orquestra segue atrás e é composta apenas por instrumentos de percussão. Hoje em dia, os maracatus tem como vitrine os carnavais em Recife, onde saem às ruas exibindo sua corte e seus batuqueiros.
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Jabu Morales
Jabu Morales iniciou seu envolvimento com a música aos 12 anos quando começou a treinar capoeira. Em 2000 conheceu o Maracatu de Baque Virado através da Nação Estrela Brilhante, na figura de Mestre Walter de França e começou a se envolver mais com a música e a pesquisar os folguedos do norte, nordeste e sudeste do país. De 2002 a 2005 esteve a frente de um centro cultural em Belo Horizonte chamado Gonguê, onde juntamente com uma equipe, produzia oficinas permanentes de maracatu, tambor de crioula, capoeira, samba e promovia festas com baques de maracatu, guardas de congo e moçambique, candombe ,blocos percussivos e outros, se apresentando para a comunidade. Em 2006 e 2008 Jabu esteve em Recife desfilando com a Nação Estrela Brilhante. Nos útimos anos Jabu liderou o bloco Batalhão de Maracatu e integrou o grupo de samba Bantuquerê em Belo Horizonte. Também fez parte do corpo de músicos do grupo de danças folclóricas Sarandeiros com quem viajou pela Europa em 2005 e 2006 e lecionou aulas regulares de musicalização na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Se formou em 2007 em Educaçao Física na UFMG e atualmente estuda Música Moderna e Jazz no Conservatório Liceu/Barcelona.
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